domingo, 12 de abril de 2009

PROTESTANTISMO

PALAVRAS NA NOSSA BOCA
Uma das razões do crescimento do movimento protestante é a habilidade com que eles têm de colocarem palavras na nossa boca.
Dois ou três exemplos comprovam a afirmação acima.
Dizem eles que os católicos pregam que Maria, Pedro, João, Tiago e todos os outros santos canonizados salvam a alma das pessoas. Nada mais falso.
Há uma forte pregação nesse sentido que fazem os mais incautos acreditarem e caírem de patinho.
Geralmente nas grandes pregações eles dizem:
Maria não salva. Pedro não salva. João não salva. André não salva. Só quem salva é Jesus.
Para comprovar a afirmação, citam Atos 4,12:
"Em nenhum outro há salvação, pois nenhum outro nome foi dado sob o céu aos homens por quem possamos ser salvos".
Pronto, pensa o desavisado. Se só Jesus salva, como dizem que Maria salva?
Então ainda pensa o incauto: vou sair daquela religião. E sai.
A Igreja católica não ensina que Maria ou outro possa salvar. A relação de Maria com a Igreja é outra história, por sinal muito mal contada pelos protestantes.

domingo, 5 de abril de 2009

ESCLARECENDO SOBRE OBRAS

OBRAS E OBRAS DA LEI
Vindo Cristo ao mundo, promulgou a sua lei, que veio subsituir e aperfeiçoar a lei mosaica. Ele exige igualmente a observância dos 10 mandamentos: Se tu queres entrar na vida, guarda os mandamentos. (Mt 19,17), os quais, portanto, estão de pé na nova lei, embora não estejam mais em vigor aquelas penas que existiam na lei antiga, segundo a qual deviam ser apedrejados o filho contumaz e rebelde (Dt 21,18-21), a esposa que não foi encontrada virgem (Dt 22,20-21), aqueles que cometiam adultério (Dt 22,22) etc. O que não exclui naturalmente as penas impostas pela justiça de Deus na outra vida.
Durante muitos e muitos séculos, quando na linguagem bíblica se falava na lei, não se podia entender senão a lei de Moisés.
Na lei de Cristo ninguém pensava, por uma razão muito simples: Jesus Cristo não havia aparecido ainda e não havia, portanto, ensinado a lei.
Um texto de Tiago e outro de Paulo parecem estar conflitantes. Mas não. Um fala em obras; o outro, em obras da lei, o que já vem a ser duas cousas diferentes.
Dizendo: Não vedes como pelas obras é justificado o homem, e não pela fé somente? (Tiago 2,24) São Tiago nos mostra claramente que a fé não basta para a salvação, sendo necessárias também as boas obras, em cumprimento da lei de Cristo.
Adaptado de Lúcio Navarro.

segunda-feira, 30 de março de 2009

ALGUNS NÓS

OS MANDAMENTOS
A observância dos mandamentos é uma doutrina que os reformistas conseguiram facilmente tirar da pauta.
Foi descartada pelo método da interpretação baseada na imaginação. Ou seja, aquela que coloca na boca do outro aquilo que não está dito.
Foi assim com o Pai Nosso - depois comentarei - e ocorre o mesmo com os mandamentos.
Sei que todos que manuseiam a Bíblia conhecem a pergunta que o jovem rico fez ao Mestre sobre o que deveria fazer para conseguir a vida eterna.
Poucos, porém sabem as respostas de Jesus.
Para conferir, é só ler em Mateus 19,17 e 21. Aqui ocorre o equívoco. Andam dizendo que Jesus fez aquela pergunta para testar o jovem.
Só era o que faltava: as pessoas quererem adivinhar os pensamentos de Jesus.
No versículo 21 Jesus diz o que o jovem precisava. Vejo que não é preciso fazer interpretação nenhuma. Basta ler o que o texto diz e pronto.

domingo, 29 de março de 2009

DOUTRINA CATÓLICA

SOBRE A SALVAÇÃO
Cristo nos veio ensinar a doutrina da salvação. Teve, portanto, que falar muitas vezes sobre isto, ou melhor, sempre que falava era sobre este assunto.
Mas não era necessário que cada vez que falasse sobre a salvação, repetisse enfadonhamente todas as coisas que são necessárias para o homem salvar-se.
Uma noite em conversa com Nicodemos fala na necessidade do Batismo (João 3,5).
Em outras ocasiões mostra que o caminho do Céu é a observância dos mandamentos (Mt 19,17; Lc 10,25-28).
Salienta ser imprescindível, para a salvação, a caridade para com o próximo (Mt 6,15; 25,31-46).
Se a salvação não é possível sem a remissão dos pecados, ele mostra por mãos de quem nos chega esta remissão (Jo 20,23).
Fala-nos da necessidade de recebê-lo eucaristicamente para manter em nós a vida de graça e conceder a vida eterna (Jo 6,54).
Mostra-nos que no dia de juízo virá retribuir a cada um segundo as suas obras (Mt 16,27).
Além disto, há um texto bem claro da Bíblia que nos diz abertamente que a fé sem as obras não pode salvar (Tg 2,14).
Por isto, antes de Lutero, já fazia 15 séculos que a Bíblia vinha passando em muitas e muitas mãos; homens santos e sábios tinham-se se debruçado sobre ela por toda a vida e feito luminosas interpretações. (Lúcio Navarro)
"Quem crê se salva" não é nenhuma novidade.

domingo, 22 de março de 2009

VOLTEI

VOLTO A ESCREVER
A fim de divulgar e defender as doutrinas da Bíblia Sagrada, da Tradição e do Magistério da Igreja, criei este blog no ano passado.
Dei uma parada e agora vou continuar.
Tenho certeza que muitos vão querer fazer comentários dos mais inteligentes aos mais horríveis possível.
Já vou me prevenindo com a censura, pois a democracia não foi criada para isso.

terça-feira, 1 de julho de 2008

DESATANDO NÓS

A NINGUÉM CHAMEIS PAI (PADRE)

Por Bruce Sullivan

Tradução: Carlos Martins Nabeto

Fonte: http://www.prodigos.org/

No capítulo 23 do Evangelho de Mateus, encontramos o discurso de Nosso Senhor no qual ele adverte os escribas e fariseus por sua flagrante hipocrisia. Jesus começa sua crítica dos escribas e fariseus descrevendo como eles gostavam que o povo os respeitassem:
"Então falou Jesus à multidão, e aos seus discípulos, dizendo: Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus. Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem; pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los; e fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens; pois trazem largos filactérios, e alargam as franjas das suas vestes, e amam os primeiros lugares nas ceias e as primeiras cadeiras nas sinagogas, e as saudações nas praças, e o serem chamados pelos homens; Rabi, Rabi. Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos. E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo. O maior dentre vós será vosso servo. E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado" (Mateus 23,1-12).[1]
Como eu fui um Fundamentalista, estou bem consciente da preocupação que existe nas mentes dos cristãos que não são católicos quando, no versículo 9, lêem que o Senhor diz aos judeus: "E a ninguém na terra chameis vosso pai". Para os cristãos não-católicos, esta advertência de Cristo parece constituir uma "prova" contrária à legitimidade da Igreja Católica (isto é, porque os católicos chamam seus sacerdotes de "padres", [que quer dizer "pais"]).
A pergunta que deve ser feita aqui é: o que quis dizer Nosso Senhor quando afirmou: "E a ninguém na terra chameis vosso pai"? Em outras palavras: sabemos o que ele disse, porém, precisamos discernir o significado do que Ele disse. Neste ponto, muitos certamente exclamarão (como eu mesmo já exclamei um dia): "Bom... Ele quis dizer o que disse e disse o que quis dizer!".
Esta atitude abertamente simplista esquece o fato de que houve momentos em que Nosso Senhor disse coisas que não deveriam ser interpretadas tão literalmente[2]. O problema, então, é ver se este caso em particular é um deles. O fato de que Nosso Senhor não quis que entendêssemos estas palavra em sentido mais estrito pode ser constatado pela maneira como a palavra "pai" é empregada nas Escrituras. A palavra "pai" é usada centenas de vezes na Bíblia.
Considerem-se estes exemplos significativos:

1. As palavras de Santo Estêvão no Sinédrio judaico: "E ele disse: Homens, irmãos, e pais, ouvi. O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão, estando na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã" (Atos 7,2).[3]
2. A Carta de São Paulo aos Romanos: "Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé que teve Abraão, o qual é pai de todos nós" (Romanos 4,16).3.
As palavras de São Paulo aos judeus de Jerusalém: "Homens, irmãos e pais, ouvi agora a minha defesa perante vós" (Atos 22,1).4.
A descrição de São Paulo quanto à relação que possui com Timóteo, Tito e Onésimo: "A Timóteo meu verdadeiro filho na fé: Graça, misericórdia e paz da parte de Deus nosso Pai, e da de Cristo Jesus, nosso Senhor" (1Timóteo 1,2);
"A Tito, meu verdadeiro filho, segundo a fé comum: Graça, misericórdia, e paz da parte de Deus Pai, e da do Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador" (Tito 1,4); "Peço-te por meu filho Onésimo, que gerei nas minhas prisões" (Filemon 1,10).5.
As palavras de São Paulo aos coríntios: "Não escrevo estas coisas para vos envergonhar; mas admoesto-vos como meus filhos amados. Porque ainda que tivésseis dez mil aios em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; porque eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo" (1Coríntios 4,14-15).
Estes são apenas alguns exemplos - das centenas que existem nas Escrituras - que se referem a homens como pais. Note-se que estes versículos demonstram como é apropriado referir-se a certas pessoas como "pai", ainda que em sentido espiritual.
Considerando estes casos, o que quis dizer Nosso Senhor quando afirmou: "E a ninguém na terra chameis vosso pai"? A resposta encontra-se no contexto. O contexto da declaração de Nosso Senhor revela que o que ele estava considerando era a obsessão que os fariseus tinham pelo respeito humano. O versículo 12 deixa bem claro que o que Nosso Senhor quer é chamar os homens à humildade. A humildade - segundo Santa Teresa de Ávila - é a verdade. Humildade é nos contemplar como realmente somos, contemplar os outros como realmente são e contemplar a Deus na verdade.
Com relação a este tema que estamos abordando, a humildade é a verdade no tocante à paternidade. Essa verdade - a verdade acerca da paternidade - encontra-se expressa por Jesus no versículo 9 e é reiterada por São Paulo em sua carta aos efésios: "Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome, para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior" (Efésios 3,14-16).
A verdade é simplesmente uma: que toda paternidade tem suas raízes em Deus Pai. A paternidade, seja espiritual ou física, é boa aos olhos de Deus quando é humildemente exercida em Seu Nome.
Os sacerdotes católicos, ao gerar e nutrir filhos espirituais pelo Evangelho, são, no mais profundo sentido da palavra, esses pais[4].
Portanto, é inteiramente apropriado que os mesmos sejam referidos dessa maneira. Usar as palavras de Nosso Senhor em Mateus 23,9 contra essa prática somente é possível se for ignorado o restante das Escrituras e o uso que dela fizeram os Apóstolos e toda a Igreja, como percebemos nos versículos que citamos.-----Notas:[1]
Todas as citações foram retiradas da Versão Almeida Corrigida e Fiel (1994).[2] Por exemplo: as ordens de Nosso Senhor para arrancarmos um olho ou cortarmos a mão que nos faz pecar (Mateus 5,29-30).
Nenhum cristão hoje diria que um homem tentado pelos desejos da carne deveria arrancar os olhos (para começar, a luxúria, como a grande maioria dos pecados, parte do coração e não é curada pela simples perda da visão). Da mesma forma, o ladrão que corta sua mão fora não irá, com isso, arrancar a avareza do seu coração. Em outras palavras: o Senhor usou palavras e imagens bem fortes (cujo sentido jamais pode ser seguido literalmente), para mostrar uma verdade profunda e essencial, a saber: que não devemos permitir que nada se interponha entre nós e a salvação da nossa alma.[3] Estêvão, o homem descrito como "cheio de fé e do Espírito Santo" (Atos 6,5), se refere aos líderes judaicos como "pais" e a Abraão como seu "pai" em comum. Aqui distigue entre aqueles que são seus pares ("irmãos") e aqueles que são líderes ("pais").[4]
N.doT.: O termo procede do latim "pater/patris", que significa "pai" e que, por sua vez, procede do grego "pathr/patros" ("patér/patrós"), que em português grafa-se como "padre". Trata-se de uma palavra mantida invariável por mais de três milênios.

Para citar este artigo:

SULLIVAN, Bruce. Apostolado Veritatis Splendor: A NINGUÉM CHAMEIS PAI (PADRE). Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5253. Desde 6/11/2008.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

III - OS MORTOS ESTÃO DORMINDO?

Testemunhos Primitivos

Agora traremos à tona a Memória Cristã, transcrevendo alguns testemunhos primitivos sobre a Fé recebida dos Apóstolos sobre a consciência dos mortos.
“Portanto, supliquemos também nós pelos que se encontram em alguma falha, a fim de que lhe sejam concedias moderação e humildade, e para que cedam, não a nós, e sim à vontade de Deus. Então, quando nos lembrarmos deles com espírito de misericórdia diante de Deus e dos santos, nossa oração produzirá frutos e será perfeita [...]” (Primeira Carta de Clemente aos Coríntios, 56. São Clemente, Papa. 90 d.C).
São Clemente foi discípulo pessoal de São Paulo (cf. Fl 4,3) e o terceiro sucessor de São Pedro, no Episcopado da Igreja de Roma. Ora, se para os primeiros cristãos os justos estivessem “dormindo”, ele não pediria aos fiéis para apresentarem suas orações diante de Deus e dos santos.
“Meus espírito se sacrifica por vós, não somente agora, mas também quando eu chegar a Deus [...]” (Carta ao Tralianos, 13. Santo Inácio, Bispo de Antioquia. 107 d.C).
Santo Inácio foi discípulo pessoal de Pedro e Paulo. Era também chamado pelos antigos cristãos de Teósforo, que significa “Carregado por Deus”, por ser a criança que Cristo pega no colo em Mc 9,36. Com efeito, se os Apóstolos Pedro e Paulo tivessem ensinado a Inácio que os mortos “dormem”, ele não acreditaria que os justos estão diante de Deus intercedendo pelos que ainda não completaram o caminho da vida (cf. Ap 6.9-11; Ap 20,4). Mas, ele não só crê, mas ensina que quando chegar ao Céu estará ainda a serviço de Deus pelos que estão aqui na terra.
“Portanto, eu vos exorto a todos, para que obedeçais à palavra da justiça e sejais constantes em toda a perseverança, que vistes com os próprios olhos, não só nos bem-aventurados Inácio, Zózimo e Rufo, mas ainda em outros que são do vosso meio, no próprio Paulo e nos demais apóstolos. Estejam persuadidos de que nenhum desses correu em vão, mas na fé e na justiça, e que eles estão no lugar que lhes é devido junto ao Senhor, com o qual sofrefram. Eles não amaram este mundo, mas aquele que morreu por nós e que Deus ressuscitou para nós” (Segunda Carta aos Filipenses, 9. São Policarpo, Bispo de Esmirna. 160 d.C).
São Policarpo, foi discípulo pessoal de São João Apóstolos e segundo a Tradição, instituído pelo próprio São João, Bispo de Esmirna (na Turquia). Assim como São Clemente e Santo Inácio, São Policarpo, outro discípulo pessoal dos apóstolos não ensinou o “sono da alma”. Mas que após a morte os justos se encontram “no lugar que lhes é devido junto ao Senhor”.
“O Senhor ensinou clarissimamente que as lamas não só perduram sem passar de corpo em corpo, mas conservam imutadas as características dos corpos em que foram colocadas e se lembram das ações que fizeram aqui na terra e daquelas que deixaram de fazer. É o que está escrito na história do rico e de Lázaro que repousava no seio de Abraão. Nela se diz que o rico, depois da morte, conhecia tanto Lázaro como Abraão e que cada um estava no lugar a ele destinado. O rico pedia a Lázaro, ao qual tinha recusado até as migalhas que caíam de sua mesa, que o socorresse; com a sua resposta, Abraão mostrava conhecer não somente Lázaro, mas também o rico e ordenava que aqueles que não quisessem ir para aquele lugar de tormentos escutassem Moisés e os profetas antes de esperar o anúncio de alguém ressuscitado dos mortos. Tudo isso supõe clarissimamente que as almas permanecem, sem passar de corpo em corpo, que possuem as características do ser humano, de sorte que podem ser reconhecidas e que se recordam das coisas daqui de baixo; que também Abraão possuía o dom da profecia e que cada alma recebe o lugar merecido mesmo antes do dia do juízo” (Contra as Heresias, II,34,1. Santo Ireneu, Bispo de Lião. 202 d.C.)
Santo Ireneu foi discípulo de São Policarpo. Com sua ortodoxia, ele combate de uma só vez os erros da reencarnação, da inconsciência da alma e da negação do juízo particular pelo qual todos passam logo após a morte.
Há muitos outros testemunhos dos discípulos pessoais dos apóstolos, mas transcrevi aqui as palavras daqueles que os antigos consideravam os mais importantes e fiéis à Tradição dos Apóstolos.

Conclusão

A pregação dos Apóstolos é o fundamento da nossa fé, conforme ensinou São Paulo: "Conseqüentemente, já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus" (Ef 2,19-20).
As Sagradas Letras são pedras que foram bem dispostas conforme a Arquitetura que Cristo confiou a seus Apóstolos, resultando no edifício da Fé. Mas o inimigo promove outro tipo de construção, convencendo muitas pessoas sinceras, pois utiliza as mesmas pedras, porém, com planta diversa daquela deixada pelos Apóstolos.
Ora, os Apóstolos constituíram bispos no mundo inteiro, deixaram seus discípulos para darem continuidade à sua obra. Com efeito, São Paulo ensinou: "Segundo a graça que Deus me deu, como sábio arquiteto lancei o fundamento, mas outro edifica sobre ele" (1 Cor 3,10).
Vimos que os discípulos dos Apóstolos deram continuidade à obra de seus mentores, fundamentando-se na Fé da consciência da alma e não no “sono” desta. Este é o testemunho da Memória Cristã.